Modernices que de nada servem para os idosos

Aliás, confina-os quando a família não tem paciência para aturá-los!

02
Out 11

Ser idosa não significa deixar de se ginasticar.

Vá lá, deixe de ser preguiçosa:

continue ou inicie alguma forma de não enferrujar as dobradiças.

publicado por LauraBM às 01:04
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10
Out 10

Uma tarde um neto conversava com seu avô sobre os acontecimentos actuais.
Então, de repente, o neto perguntou:- Quantos anos tem, avô?
E o avô respondeu:- Bem, deixa-me pensar um momento...
Nasci antes da televisão, e já crescidinho apareceu, com um único canal e a preto e branco.
Nasci antes das vacinas contra a poliomielite, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional.
Não existiam os radares, os cartões de crédito, o raio laser nem os patins on-line.
Não se tinha inventado o ar condicionado, as máquinas de lavar e secar, (as roupas secavam ao vento) e frigoríficos quase ninguém tinha.
O homem nem tinha chegado à lua.
A tua avó e eu casámos e só depois vivemos juntos e em cada família havia um pai e uma mãe.
"Gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.
Das lésbicas, nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes não usavam piercings.
Nasci antes das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.
Não havia computador, Comunicávamos através de cartas, postais e telegramas.
Mails, chats e Messenger, não existiam. Computadores portáteis ou Internet nem em sonhos...
Estudávamos só por livros e consultávamos enciclopédias e dicionários.
As pessoas não eram medicadas, a menos que os médicos pedissem um exame de sangue.
Chamava-se a cada polícia e a cada homem "senhor" e a cada mulher "senhora".
Nos meus tempos a virgindade não produzia cancro.
As nossas vidas eram governadas pelos 10 mandamentos e bom juízo.
Ensinaram-nos a diferençar o bem do mal e a ser responsáveis pelos nossos actos.
Acreditávamos que "comida rápida" era o que comíamos quando estávamos com pressa.
Ter um bom relacionamento, queria dizer dar-se bem com os primos e amigos.
Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava as férias juntos.
Ninguém conhecia telefones sem fios e muito menos os telemóveis.
Nunca tínhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, Fitas, cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis).
"Notebook" era um livro de anotações.
"Ficar" dizia-se quando pessoas ficavam juntas como bons amigos.
Aos relógios dava-se corda todos os dias, mesmo aos de pulso.
Não existia nada digital, nem os relógios nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.
Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras eléctricas, ferros de passar eléctricos, os fornos microondas nem os rádios-relógios despertadores. Para não falar dos vídeos ou VHF, ou das máquinas de filmar minúsculas de hoje...
As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Eram a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara demorada.
Se nos artigos lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".
Não se falava de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.
Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, os bilhetes de autocarros e os refrigerantes, que se chamavam pirolitos, tudo custava 10 centavos.
1 euro, dizia-se cem escudos.
No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.
"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.
Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho.
Agora diz-me, quantos anos achas que tenho?
- Meu Deus, Avô! Mais de 200! - disse o neto.
- Não, querido. Tenho 55!

publicado por LauraBM às 18:42
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10
Out 09

porcausadaidade.jpgE para isto acontecer não é preciso ser-se avô ou avó mas,

quando coincide, os netos sempre se riem;

especialmente do quadrante maior.

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Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 18:08
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10
Out 08

avo_justiceira.JPGA delicada vovó Ava Estelle, de 81 anos, ficou tão chocada quando dois delinquentes estupraram sua neta de 18 anos que ela conseguiu localizar os desavisados ex-condenados - e os baleou nos testículos.

"A velha senhora passou uma semana caçando esses homens - e quando os encontrou vingou-se desta forma inusitada", disse Evan Delp, investigador da polícia de Melbourne. Em seguida ela tomou um táxi, foi até a delegacia de polícia mais próxima, colocou a arma no balcão do sargento de plantão e lhe disse, com toda a calma: 

"Por Deus, esses bastardos não vão estuprar mais ninguém!"

Os policiais disseram que Davis Furth, de 33 anos, ex-condenado e estuprador, perdeu o pénis e os testículos quando a ultrajada Ava abriu fogo com sua pistola de 9 mm no quarto do hotel onde ele vivia junto com Stanley Thomas, de 29 anos, seu companheiro de cela do período em que haviam cumprido pena na cadeia.

A polícia disse que a enrugada vingadora mandou para o outro mundo também os testículos de Thomas, mas o médico procurou salvar seu pénis mutilado. "Thomas não perdeu sua masculinidade mas o médico com quem conversei disse que ele não poderá usá-lo com antigamente", disse o investigador Delp aos repórteres. "Os dois homens ainda estão em más condições, mas acho que devem estar felizes por terem sobrevivido depois daquilo que passaram". 

A Vovó Rambo entrou em acção em 21 de Agosto, após sua neta Debbie ter sido agarrada e violentada em plena luz do dia pelos dois bandidos armados de facas. "Quando vi a expressão no rosto da minha Debbie, aquela noite no hospital, decidi que sairia sozinha atrás daqueles bastardos porque imaginei que a lei seria branda com eles", relatou a bibliotecária aposentada. "E eu não estava com medo deles porque eu tinha um revolver e tinha atirado durante toda a vida. E não fui tonta de devolvê-lo quando a lei mudou a respeito de possuir um."
Assim, usando um esboço dos suspeitos e da descrição feita por Debbie, firme como uma rocha, Ava passou sete dias rondando a vizinhança onde o crime havia acontecido até ver os azarados estupradores entrarem no hotel decadente em que moravam.

A idosa senhora relembra "Eu sabia que eram eles no minuto em que os vi, mas ainda assim fiz uma foto deles e a levei para Debbie e ela disse, segura como o diabo, que eram eles. Assim voltei para o hotel e encontrei o quarto deles e bati na porta, e no instante em que o grandão abriu a porta eu atirei em linha recta entre suas pernas, exactamente onde ele realmente ficaria mais ferido, sabe. Então entrei e atirei no outro quando ele recuou, suplicando-me que o poupasse. Então fui até a delegacia de polícia e me entreguei."

Agora, especialistas perplexos tentam imaginar exactamente o que fazer com a vovó vigilante. "O que ela fez está errado e ela infringiu a lei, mas é difícil mandar uma velha senhora de 81 anos para a cadeia" - disse o investigador Delp - "Especialmente quando 3 milhões de pessoas na cidade querem nomeá-la prefeito." 

DEPORTEM-NA PARA BRASIL, PORTUGAL… 
DEPORTEM-NA PARA QUALQUER PAÍS QUE A RECEBEM DE BRAÇOS ABERTOS!!!
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26/11/2008

publicado por LauraBM às 18:04
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12
Out 07

Beatrizpc.jpg(foto da minha neta Beatriz na área de trabalho do computador)

Meus amigos,

Não fiquem tão impressionados com a minha decisão de cuidar de um bebê. As coisas são muito simples. Se Tadao ou eu, um de nós adoecer, Beatriz vai para um berçário. Se tivermos saúde, vamos cuidar dela o dia todo, porém a noite é nossa, o sábado e o domingo também. Férias dos pais são férias nossas.  Neto não é como filho, compromisso em tempo integral.

Cientistas fizeram uma pesquisa para saber por que a natureza, tão interessada na procriação, permite que machos e fêmeas sobrevivam à perda de sua fertilidade. A única razão plausível que encontraram foi - avós sobrevivem para ajudar os filhos a cuidarem de seus filhotes.
Claro que, entre os humanos, a regra nem sempre se aplica. Mas num caso como o nosso, um casal de aposentados, aposentadérrimos, por que não? Nesta vida já tive babás, empregadas, faxineiras, porque meu filho era doente. Se Beatriz mantiver a saúde que tem, podemos dispensar ajuda e continuar magrelos.

Enfim, posso dizer apropriadamente que estou "meio grávida". É esperar para ver como se comporta o bebê. Por enquanto não dá. A mãe morre de ciúmes e a neta pensa que sou apenas fotógrafa e palhaça.
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15/03/2007
Ana Suzuki

publicado por LauraBM às 23:34
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10
Out 07

A minha amiga brasileira Ana Suzuki vai ser avó e comporta-se como se fosse ter filho.
Está tão entusiasmada que nos escreve assim:
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From: Ana Suzuki

Meus amigos
Meu quarto já está virando quarto de bebê. Tem até bercinho, que ainda é cedo pra montar.
quadrosfeltro.jpgFiz uns quadrinhos de feltro.
Fiz outros com jeans no fundo.
Comprei uma bonequinha e um porta-tudo.
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21/10/2006
Ana Suzuki


NOTA:
Ternuras de avó! Interessante, não acham?
Que saudades para quem tem os netos já crescidos. Lembram-se?
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Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 23:16
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05
Out 06

homem_ramoflores.gifEle chegou à praça com uma marreta, endireitou a estaca de uma muda de árvore e firmou batendo com a marreta, amarrou a muda na estaca e se afastou com o para olhar uma obra de arte.
Não resisti a puxar conversa:
- O senhor é da prefeitura?
- Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.
- Ah... O senhor quem plantou essa muda?
- Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí, olha que beleza, já está toda enfolhada.
De tardezinha eu venho regar.
- Então o senhor gosta de plantas.
- De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.
- Obrigado pela parte que me cabe.
Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.
- O senhor é aposentado?
- Não, sou desaposentado.
Foi podando e explicando:
- Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria.
Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não encobrir a fachada da loja? É, aí fica com a loja torrando no sol.
Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.
- É bom pra terra, tudo que sai da terra deve voltar pra terra. Mas então. Eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda e chinelo e ficando em casa diante da televisão. Ou indo no boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Engordando e bundando. Até que acabam com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença.

Cortou umas flores, fez um ramalhete:
- Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada.
Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital.
Ih, a Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença.
Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.
- Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui na prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui.
Disseram que não, senão o povo bebe água e deixa vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuido.
Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode.
Sorriu, olhando a praça.
- Aí falei: então posso cuidar da praça mas não posso cuidar de uma torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra cuidar da praça. Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem de cuidar da praça...
Ou antes que me fizessem encher formulário em três vias com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei.
Ta vendo aquele pinheiro fêmea ali?
A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões.
- Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.
- Eu também não sabia, filho. Ih, aprendi tanta coisa cuidando dessa praça! Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!
- Mas ela vai demorar pra dar pinhões, heim? falei olhando a pinheirinha, ainda da nossa altura; mas ele disse que não tem pressa.
- Nossa neta também é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber, né... E a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim, no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí.
Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores...
Falei que é admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança, e ele riu:
- Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso.
E agora dá licença que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar.
Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido, se a gente não perder tempo!
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Trecho de autoria de Domingos Pellegrini,
publicado na GAZETA DO POVO, de 22/05/05

publicado por LauraBM às 01:21
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R O D A P É

Sempre fica a fragrância na mão daquele que oferece uma rosa.

FRASES:

Chegou aquele momento da vida em que você já sabe:

quem é importante para você, quem nunca foi, quem não é mais e quem o será sempre.

*Antiguidades óptimas
A sair do forno
Olá somos de uma agência de viagem de Aracaju Serg...
Boa noite! Como vai de saúde? Passei por aqui e ve...
Saiba sobre os benefícios do cálcio e do potássio ...
Tal e qual como eu, sem tirar nem pôr.Só quando as...
Parabéns pelo blog, de uma leveza e bom humor incr...
E o video é exemplo disso!Bj
GOSTEI IMENSO. PARABÉNS
É só uma gracinha mas, na realidade, os idosos por...
Mais badalados
*Algo mais sobre mim
*Meter o nariz no blog
 
* SELOS